terça-feira, 12 de março de 2019

P.P.P.

.
.
.

Lido sem muito espaçamento de tempo entre cada uma dessas consoantes, a impressão que se têm é a de uma frase de baixo calão ou até a sigla de uma facção criminosa, entretanto essa abreviação nominal diz respeito a uma forma de contrato entre o poder público e a iniciativa privada. 

Nesse tipo de contrato, o parceiro privado elabora a estrutura da obra de interesse público e recebe a concessão de exploração do bem por determinado período de tempo.

Todavia, em grande parte desses contratos, o conjunto acaba terminando na última das consoantes repetidas, acaba em sujeira, termina com o desvio de finalidade e no atendimento de interesses particulares, o que configuraria crime contra o patrimônio público a ser apurado, mas a harmonia entre os Poderes – prevista na Constituição – acaba impedindo que a sujeira sobrenade.

São esses acordos de interesse público, firmados a portas fechadas com sete chaves - como se cofres fossem – é que dão cabo do conceito de moralidade na gestão da coisa pública e acabam deixando à míngua o erário.

Carlos Gama.
12/03/2019 12:51:52
.
.
.

sábado, 2 de março de 2019

Observações Sobre Uma Curtíssima Viagem de Navio

.
.
.
O MSC Seaview - segundo ouviu a bordo - foi construído para atender a demanda do mercado brasileiro de cruzeiros marítimos e navegar principalmente na costa do nosso país.

Dessa experiência, o destaque positivo foi o atendimento impecável por quase toda tripulação. Sim, sempre haverá exceções em qualquer lugar e em qualquer área. Evidencie-se ainda a grande quantidade de brasileiros na equipagem e, dos quais apenas um destoou do excelente conjunto.

Da camareira aos garçons (brasileiros e estrangeiros), passando também por todos os balcões de recepção e ainda pelo maître do restaurante onde jantaram nas quatro noites a bordo, o atendimento foi perfeito, mas, ficamos por aí...

Nos restaurantes mais populares, onde almoçavam e tomavam o café da manhã, boa parte dos copos e pratos era de plástico, mas não passam de detalhes, se levarmos em conta os talheres e os pratos mal lavados. Falha dos executores dos serviços, porém mais especialmente dos que com certeza são pagos pelo armador para verificar esses pontos, que refletem negativamente o nome da empresa.

As observações sobre a negatividade de pontos específicos não vão parar por aqui, pois temos a análise sobre a condução de uma das embarcações de bordo, que os trouxe do passeio a Ilha Grande. Desatracada do pequeno píer, onde permaneciam acostadas lanchas e botes de transporte de passageiros, essa embarcação foi conduzida fora de todas as regras da boa navegação e da cortesia ou respeito com outros condutores e passageiros, arrancando em alta velocidade, ocasionando dissabores para os outros navegadores, alguns dos quais protestaram em altos brados, sem sucesso. Isso é fruto da ausência de fiscalização em nossos mares e em locais onde usualmente acontecem esses cruzeiros marítimos. Locais como Angra dos Reis, Ilha Grande ou Ilhabela.

Na véspera do retorno a casa, em Santos, cuidaram de enfrentar as longas filas para encerramento das contas abertas. Voltou o avô duas vezes a um dos balcões para que fossem estornadas as despesas lançadas a maior, além das contribuições para a UNICEF inseridas à revelia dos pagantes (acabou deixando as duas). Atendimento excelente, conta encerrada e recibo no bolso, mas acabou voltando ao balcão, à noite, para acompanhar uma das netas, que ali estava com a mesma finalidade. Surpresa! Mais lançamentos indevidos - inclusive almoço especial - que foram retirados da conta na hora e mediante protesto.

Última noite no teatro, com uma excelente atuação do elenco, mas que não superou os eventos anteriores; espetáculos que valeram a viagem!

Noite mal dormida, por conta da expectativa com todos os passos para entrega da cabine e com o desembarque, logo depois do café. Cinco horas, ainda era noite na pequena cabine, mas o passageiro mais velho já estava no banho, mesmo insone. Depois desperta o neto para o banho, enquanto são juntadas as tralhas restantes; as malas foram recolhidas na véspera.

Mais uma hora e meia de espera, até o horário programado para o desembarque por grupos.

Já no topo da rampa, passa o neto pelo controle e o avô fica retido ao som estridente de uma sirene, alertado sobre a necessidade de “acertar” as conta$. Com cara de pateta, o nonno retorna sobre os próprios passos, deixando o jovem com ares de perdido na multidão, do outro lado da linha de pênalti.

Caminho inverso, navegando conta a maré humana, cabeça em ponto de explosão, o avô chega ao balcão onde já existe uma fila enorme de gente nas mesmas condições. A caminho do destino ingrato, ele se depara com uma das filhas, o genro e dois dos netos, também barrados no final da linha, quando poderia haver uma forma de verificar as possíveis pendências já na primeira checagem eletrônica. Preocupado com o neto, ele pede licença, explica a situação e os mais próximos lhe permitem furar a fila. Mais um lançamento de consumo não havido. Cansado demais para questionar o jovem estrangeiro, que não falava português e nem italiano, ele lança mão do cartão de crédito e paga o que não deve, pensando em reclamar depois...

Se adianta não sabe, mas certo está de que nessa empresa não embarca mais.

Addio, caríssimi!

Carlos Gama.
02/03/2019 18:43:31
* Escrito como mulher na menopausa: sem regras e nem paciência.
.
.
.
Ah, faltou comentar sobre os táxis!

Por questões de saúde, desembarca a mãe com as duas filhas e vão de táxi até em casa, pagando trinta e oito reais a “corrida”. 
Mais tarde segue o pai com as malas, para o mesmo destino, pagando vinte e três reais pelo mesmo serviço e mesmo trajeto.
.
.
.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

A REFORMA E OS NABABOS DE SEMPRE

.
.
Toda e qualquer "reforma" proposta pelo poder público, acaba tendo três objetivos primordiais:

1- Atender os clamores daqueles poucos que ainda vêem com alguma clareza e pensam com uma certa dose de lucidez;

2- Aplicar o jogo do faz-de-conta, que aplacará a fúria dos primeiros e dará a impressão de boa vontade para solucionar o impasse;

3- Manter os privilégios dos nababos (que não são poucos!), porque eles pouco influenciam (na conta deles) o resultado da equação...
.
Gostaríamos de continuar falando sobre o tema, mas a impressão que se tem (digitando diretamente neste local, sem revisão e sem ânimo para avaliar o conteúdo daquilo que se pretende analisar) é a de estar fazendo hora extra em laboratório de análises clínicas.

Santos, 23/02/2019.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

A MORTE ESPREITA...

.
.
.
A morte vive à espreita, mas só damos atenção quando ela colhe alguém próximo.
.
Vamos despertar?
.
Que tal verificar e compartilhar este alerta que vem sendo feito há mais de dois anos, desde a inauguração da Estação Conselheiro Nébias do VLT?



segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Voltando a falar do trem...

.
.
.
Depois da aparente decisão de levarem adiante, pelo caminho mais estranho, a segunda fase do "bondão" do PSDB, só nos restou tentar mostrar a lógica através do jornal A Tribuna:

Todavia, como era de se esperar, acabou refutada:

Todavia, continuamos insistindo, pois, talvez o Tribunal de Contas se dê conta que esse trajeto deverá ficar bem mais oneroso aos cofres públicos.


Até aqui não abordamos os ônus ou os custos de implantação de uma estação de transbordo e manobras, se o projeto for mesmo mantido.
.
.
.

domingo, 26 de agosto de 2018

Cidadão

.
.
.

Uma enorme parcela de nós, cidadãos, faz jus somente ao sentido mais estrito desta palavra, que é o de “morador das cidades”.

A maioria de nós, em tese, goza o direito de ser considerado usufrutuário de direitos políticos e civis, mas boa parte desse contingente não cumpre os preceitos da contrapartida prevista na definição de cidadania.

Assim não fosse, as nossas cidades seriam menos sujas, os pedestres gozariam o direito de caminharem pelas áreas que lhe são destinadas com exclusividade, sem atolarem os calçados nos dejetos ali deixados com freqüência cada vez maior pelos donos dos animais de estimação, poderiam usufruir os benefícios de estarem abrigados da inclemência do sol e teriam ainda o privilégio de ver, admirar e ouvir as aves que procuram acolhida e abrigo nas árvores que vamos destruindo sem nenhum respeito pela vida, pela nossa própria vida.

* A foto a seguir foi feita em março de 2018, quando esta aroeira ainda oferecia abrigo para as mais variadas espécies de pássaros e sombra para os passantes.


A imagem seguinte é uma foto feita hoje, 26 de agosto de 2018.


Na mesma calçada, no outro extremo do quarteirão, um outro espécime da flora (replantada depois da queda da maioria dos ingazeiros  que recobriam esse espaço) também desapareceu sob as mais diversas alegações e a área onde ela estava plantada, foi cimentada sem deixar nenhum vestígio anterior, para que se orientasse o replantio.


* O nome deste Blog é Santos Comentada. Quando digitei estas linhas, pretendi escrever que eram para o site e acabei digitando Santos Cimentada (o que não deixa de ser verdade).

Carlos Gama.

26/08/2018 13:24:28
.
.



domingo, 1 de julho de 2018

A Prostituída, o Caos e os Pamonhas

.
.
.

Foi através da prostituída de oitenta e oito que se instituiu a criação das Guardas Municipais e dos Agentes Municipais de Trânsito, figuras com mais tendência à figuração e ao atendimento a interesses de falsos representantes populares que propriamente o exercício das funções para que deveriam ter sido criados.

Filhos espúrios dessa mesma jovem senhora, os dezesseis mil e setecentos sindicatos (centenas representando a mesma categoria profissional) ajudam a sustentar o descalabro de trinta e cinco agremiações políticas - a maioria delas sem nenhuma base de pensamento ou preocupação outra que o preenchimento de vagas na atividade pública com os seus associados ou aparentados – e seus penduricalhos permanentes ou de ocasião.

Dentro desse quadro de caos instituído, a G.M. da cidade de Santos desfila quase sempre improdutiva pela orla marítima, estacionando viaturas de primeira linha sobre as calçadas e pelas alamedas dos jardins da praia. Sua função e justificativa de existência é o zelo pelo patrimônio público, o que não inclui o sossego do cidadão que sustenta a estrutura. Da mesma forma equivocada, os Agentes Municipais de Trânsito pouco ou nada fazem para ajudar a resolver os problemas com os abusos oriundos da falta de educação e do trânsito desordenado, pois cuidam basicamente da arrecadação, fiscalizando estacionamentos regulamentados e lavrando centenas de milhares de multas nem sempre fundadas ou fundamentadas.

Com a inércia ou com o mau emprego desses servidores, os aproveitadores e os “Gérsons” continuam estacionando sobre as calçadas, impedindo o trânsito de pedestres; os vendedores de ovos, de "curau", de frutas e de peixes continuam apregoando em altos brados, a qualquer hora do dia e até à noite, os seus produtos nem sempre acondicionados de forma adequada e higiênica.

A única saída para esse caos, que parece tender a continuar crescendo, é antes de tudo a consciência na hora da escolha do representante popular, mas infelizmente a maioria de nós continua votando por conta de interesses pessoais ou até por conta da simpatia de um falso sorriso distribuído nas feiras-livres em vésperas de eleições.

Ou nós acordamos para essa realidade ou vamos morrer dormindo como pamonhas.




01/07/2018 14:08:10


.
.